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Jul 11
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Jul 11

Festas da Senhora da Guia no Diário do Governo em 1822

 

Lisboa 27.07.1822 - A Freguesia de Castelãos de Cepeda, da Vila de Aguiar de Sousa, do Bispado do Porto, penetrada dos mais vivos sentimentos de adesão à nova constituição que nos protege, e pelo que tem dado repetidas provas; não podendo conter em si o júbilo que lhe causou a notícia da feliz descoberta de uma diabólica conspiração... destinaram o dia 30 de Junho para dirigir a Maria Santíssima, a Senhora da Guia..., Solenes Acções de Graças, por tão plausível motivo, por meio de uma festividade, precedendo na véspera iluminações, repiques, morteiros e tambores, foguetes: ... e para remate um decente e sossegado divertimento de touros e danças... terminando com o inocente espectáculo de um Balão aerostático. (DG n.º 175, Supl. n.º 41, 27.07.1822).

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09
Jul 11
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Jul 11

PAREDES - Vista Parcial - Foto antiga do Parque José Guilherme Pacheco

 

Imagem antiga do Parque José Guilherme de um "BILHETE POSTAL", numa edição de Albertino F. Barbosa - "Casa de Sto. António - PARÊDES"

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07
Jul 11

CONCELHO DE LOUREDO NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758

LOUREDO, comarca do Porto


1. Caracterização do concelho
 1.1 Honra e Beetria de Louredo
 1.2 Foral: Louredo, cabeça da honra e beetria de Louredo.
 1.3 Freguesias: Integra Louredo, S. Pedro de Gondalães, S. Tiago da Serra da freguesia de S. Pedro de Ferreira. Compreende mais 3 ou 4 moradores do lugar de Febros, freguesia de Bitarães (Memória de Bitarães) e outras na freguesia de Castelões de Cepeda (lugar de Abadim e Pias) (Memória de Louredo). Integra parte de S. Miguel de Beire que se integra também no concelho de Lousado (comarca de Barcelos); integra parte de Boavista (Memória de Boavista), integra parte de Galegos, a outra à honra de Galegos (Memória de Galegos).
 1.4 Outras referências: Anda-lhe unida a beetria de Galegos.
2. Senhorio e oficialato municipal
 2.1 Senhorio: Coroa. «Não tem senhor particular, se bem há extracto que antigamente elegiam e suplicavam senhor e lho concediam com grandes privilégios os Reis de Portugal» (Memória de Beire).
 2.2 Oficialato: Juiz ordinário que conhece de todas as causas cíveis, crimes e órfãos. As audiências na Honra de Louredo fazem-se às Terças-Feiras (Memória de Louredo). Dois vereadores, 1 vereador da Honra de Louredo, outro vereador da honra de Galegos (Memória de Galegos), procurador, 2 almotacés, meirinho. 3 escrivães e mais 1 da câmara (Memória de Gondalães).
 2.3 Modo de eleição do oficialato:  Juiz ordinário eleito pela câmara da Honra. «Vereadores, almotacé e procurador e meirinho são feitos a votos de toda a Honra, de 3 em 3 anos (Memória de Gondalães). «Para a feitura e eleição do juiz e mais oficiais de justiça se juntam os homens do acordo, e estes dão seus votos em nove juízes e mais oficiais, dos quais o juiz actual com o escrivão da câmara fazem três bolos de cera em que os embrulha e lança-os em uma caixa, fechados e depois em cada um ano se costuma tirar um deles e se faz a dita eleição na 1.ª oitava do Natal (Memória de Louredo).
 2.4 Sede/equipamentos municipais: Em Louredo, está o foral e casa da audiência com seu pelouro (Memória de Louredo).
 2.5 Articulações:  Juiz ordinário subordinado ou sufragâneo à Relação  do Porto. Tem esta Honra também por distrito a Honra de Galegos, a que vai o dito juiz com a câmara fazer correição com varas levantadas (Memória de Louredo).
 2.6 Outras referências: «Há memoria que esta beetria e Honra de Louredo e seus moradores tiveram privilégios antigos
dos senhores reis de nomearem senhor da dita terra e Sua Magestade o confirmar e foral que de presente se acha nesta dita Honra diz que fora da Condessa D. Elvira e depois D. Teresa Rodrigues» (Memória de Louredo). 

in: AS FREGUESIAS DO DISTRITO DO PORTO NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758 - Braga 2009
publicado por Rafael às 22:35 | comentar | favorito
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CONCELHO DE BALTAR NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758

Foral Baltar 01 creditos.jpg

 

BALTAR, comarca de Barcelos


1. Caracterização do concelho
 1.1 Honra de Baltar
 1.3 Freguesias: Integra parte de Mouriz e parte de Vandome que integra o concelho de Aguiar de Sousa (Geog. e Econ.).
2. Senhorio e oficialato municipal
 2.1 Senhorio: Casa de Bragança.
 2.2 Oficialato: Juiz ordinário do cível, crime e orfãos. Câmara (Memória de Baltar).
 2.5 Articulações: Tudo sujeito à correição do ouvidor de Barcelos (Memória de Baltar).
 2.6 Outras referências: Privilégios que gozam os reguengueiros da Casa de Bragança (Memória de Baltar).

 
in: AS FREGUESIAS DO DISTRITO DO PORTO NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758 - Braga 2009
publicado por Rafael às 22:30 | comentar | favorito
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CONCELHO AGUIAR DE SOUSA NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758

 

"Casa de audiência com cadeias por baixo e pelouro ao pé no lugar das Paredes e estrada pública que vem da cidade do Porto"


AGUIAR DE SOUSA, comarca do Porto


1. Caracterização do concelho 


 1.1 Concelho/Ouvidoria de Aguiar de Sousa

 1.2 Foral: «Chama-se concelho de Aguiar de Sousa por ter sido antigamente casa e cabeça de concelho na freguesia de S. Romão de Aguiar de Sousa, de quem tomou o nome. E por ficar no fim do concelho se mudou para esta freguesia que a
medea» (Memória de Castelões de Cepeda). Foral antigo, 1269; Foral novo, 1513. Lugar de Paredes, cabeça do concelho de Aguiar de Sousa (Memória de Lustosa; Medas). 

 1.3 Freguesias: «Ouvidoria» de Aguiar de Sousa que consta compreender 48 freguezias, entre honras e coutos» (Memória de Figueiró). Freguesias inteiras: Castelões de Cepeda, Madalena, Besteiros, Parada de Todeia, Aguiar de Sousa,
Medas, Covelo, Sobrado, Gandara (Cabeça Santa), Astromil, Vila Cova de Carros, Rebordosa, Cristelos, Duas Igrejas, Vilela, Modelos, Figueiras, Sousela, Ordem, Figueiró, Reimonda, Covas, Codeços, S. Pedro Fins de Ferreira, Eiriz,
Lamoso, Carvalhosa. Integra parte das freguesias de Urró, Irivo, Sobreira que se repartem com o concelho de Penafiel. Parte da freguesia de Lordelo que se integra também no concelho de Refojos de Riba d’Ave. Parte das freguesias de
Lordelo, Arreigada e Meixomil que se integram também na Honra de Frazão. Integra parte de Bitarães e Nevogilde que se repartem com o concelho de Lousado; parte de Mouriz, com a Honra de Baltar, parte de S. Martinho do Campo de
Ponte Ferreira com o Couto de Loriz; parte de Vandome, com a Honra de Baltar, parte de Casais com o couto de Ferreira; parte de Sá e Lustosa com o termo de Guimarães (Geog. e Econ.). Figueiró, parte é de Aguiar de Sousa e parte
da Honra de Sobrosa (Memória de Figueiró). 


2. Senhorio e oficialato municipal 

 2.2 Oficialato: Não tem juiz ordinário, mas sim um chamado ouvidor que não é formado; ouvidor espadano com alçada de um cruzado, e é executor das sentenças que emanam das justiças da cidade do Porto. Juiz das sisas (e também do de Lousado). E «sai todas as Quintas Feiras de cada semana, no lugar de Paredes, cabeça do dito concelho, audiência. Tem 3 escrivães, procurador e meirinho (Memória de Lustosa). Tem 4 escrivães, 3 do público, judicial e notas e 1 das sisas. E dos 3 serve 1 cada ano de escrivão, chamado da camera. Tem mais 1 inquiridor e contador, 1 juiz dos  órfãos ou pedaneo (sic) (Memória de Castelões de Cepeda). Tem juiz dos órfãos, letrado, anualmente apresentado pelo vereador da câmara do Porto (Memória de Gandra). Juiz de vintena (Memória de Besteiros). «Há neste concelho (…) um juiz anual que faz os inventários dos orfãos e ausentes dos quais conhece e suas causas a respeito dos inventários. Cargo este de muito lucro e que muito convinha exercê-lo um juiz de vara branca, de que se tirasse residência ou sindicasse para bem da utilidade publica» (Memória de Campo); juiz nas execuções da terra o ouvidor deste concelho de Aguiar de Sousa, o qual também julga até um cruzado, sumariamente sem estrépito judicial, servindo juntamente de almotacé no mesmo concelho, É nomeação do dito ouvidor do senado da câmara da cidade do Porto» (Memória de Nevogilde).
 2.3 Modo de eleição do oficialato:  Ouvidor anual por eleição de câmara do Porto. Eleição do ouvidor faz-se com um escrivão publico, na ultima oitava do Natal, a que assistem de todas as freguesias e remetem à câmara do Porto para
ouvidor anual, procurador e meirinho. Ouvidor e juiz de vintena «é feito a votos do povo na última oitava do Natal, nas casas da audiência deste concelho, a que o mesmo que actualmente serve preside com um dos escrivães do concelho que serve nesse ano da câmara. E se elegem 3 dos que tem mais votos, com 1 procurador e meirinho e depois de limpa a pauta, fechada no mesmo dia, a leva à câmara da cidade do Porto, aonde no dia de Janeiro seguinte sai  o que há-de servir de ouvidor, procurador e meirinho nesse ano, e aí tomam o juramento e servem 1 ano (Memória de Castelões de Cepeda). «Juiz dos órfãos ou pedaneo (sic), feito pela dita câmara (do Porto), trienal, que serve neste dito concelho e de
Penafiel, com seus repartidores. Faz o dito juiz audiência publica todos os Sábados, na dita caza, e o ouvidor às Quartas-Feiras de cada semana» (Memória de Castelões de Cepeda); ouvidor «eleito os votos do concelho, 2 pessoas de cada freguesia que são 48 freguesias, com os coutos e honras que têm dentro de si. E depois de 3 que vem na pauta deles, escolhe o Senado do Porto, um, o que lhe parece, a que está sujeito este concelho…» (Memória de Vandome).
Oficiais «feitos todos os anos a votos de todo o concelho, confirmados pelos senhores cameristas da cidade do Porto» (Memória de Madalena). E a mesma câmara faz juiz dos órfãos para 3 anos deste concelho (Memória de Besteiros).
 2.4 Sede/equipamentos municipais: Algum tempo foi a cabeça em Aguiar de Sousa e pela distância que havia se mudou para o lugar a que chamam Paredes (Memória de Aguiar de Sousa). Tem casa de audiência com cadeias por baixo e pelouro ao pé no lugar de Paredes e estrada pública que vem da cidade do Porto» (Memória de Castelões de Cepeda).
 2.5 Articulações: Está sujeita à Relação da cidade do Porto. Ouvidor ordinário sujeito à correição da comarca do Porto. «Pertence ao julgado do juiz de fora da cidade do Porto e corregedor do civel da corte da mesma cidade nas causas cíveis e nas criminais ao juiz do crime da mesma cidade, sendo juiz nas execuções da terra o ouvidor deste concelho de Aguiar de Sousa… (Memória de Nevogilde).
2.6 Outras referências:  «A freguesia (Sousela) é da jurisdição real, chamam-lhe do devasso, por não ser honra, nem couto» (Memória de Sousela). Tem na freguesia de Eiriz privilégios de Santo António, Bula, Trindade, Captivos, Tábuas Vermelhas, no total de 6 privilegiados.

in: AS FREGUESIAS DO DISTRITO DO PORTO NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758 - Braga 2009
publicado por Rafael às 22:25 | comentar | favorito
07
Jul 11

CONCELHO DE SOBROSA NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758

SOBROSA, comarca do Porto

 

1. Caracterização do concelho

 1.1 Honra de Sobrosa

 1.2 Foral: Foral antigo, 1273; Foral novo, 1519.

 1.3 Freguesias:  À Honra de Sobrosa pertence toda a freguesia de Freamunde e parte da de Ferreira e tem casas a ela sujeitas na freguesia de Cristelo, Besteiros, Madalena, Louredo, Souzela, Figueiró, Lamoso, Carvalhosa, S. Fins, Eiris, Meixomil, S. Pedro de Raimonda, as quais são sujeitas enquanto à justiça secular, somente (Memória de Sobrosa). 3 casas, 2 no lugar de Figueiras e 1 no lugar de Além de Baixo, que pertencem à Honra de Sobrosa. Parte da freguesia de Figueiró pertence à Honra de Sobrosa (Memória de Figueiró). Dois lugares da freguesia de Cristelo (Memória de

Cristelo).

2. Senhorio e oficialato municipal

 2.1 Senhorio: O Senhor Infante D. Pedro. Terra de jurisdição da Casa do Infantado (Memória de Figueiró).

 2.2 Oficialato: Em que há 2 juizes ordinários que dão apelação para o ouvidor de Vila Real, em 2.ª instância, e em 3.ª instância, para a Relação do Porto (Memória de Cristelo).

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