Rua Dr. Paulo Falcão, o actual Largo Nuno Alvares nos inícios do Séc. XX
Um postal do início do XX da Rua Dr. Paulo Falcão, o actual Largo Nuno Alvares, numa edição de "Arlindo da Costa Pinto & C.a".

Um postal do início do XX da Rua Dr. Paulo Falcão, o actual Largo Nuno Alvares, numa edição de "Arlindo da Costa Pinto & C.a".

Estamos perante o edifício da Cadeia da Comarca de Paredes de estilo Estado Novo tendo sido projectado pelo Arquitecto Raul Rodrigues Lima (1909-1980).
Em reunião de câmara de 1 de Abril de 2009 foi deliberado, por unanimidade, classificar como imóvel de interesse Municipal (IIM).
Este estabelecimento prisional, construído na década de 40, destinava-se a condenados com pequenas penas sendo a sua capacidade para 12 homens e 4 mulheres.
A presente fotografia terá sido feita muito perto da data da sua edificação.

Fotografia da Igreja Matriz de Castelões de Cepeda, Paredes no início dos anos 40. (Antes de 1942) Numa publicação anterior temos uma fotografia antiga do interior. Ver aqui: http://aoencontrodopassado.blogs.sapo.pt/15298.html

Foi a 1 de Junho de 1884 que foi criada a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes, Manoel Guedes foi um desses 18 ilustres paredenses que com empenho e dedicação deu vida a esta tão nobre associação.
Esta foto foi gentilmente cedida pela sua bisneta, Cristina Guedes.

Fotografia dos inícios do século XX da Praça do Avelino, onde se vê a cobertura, onde era feita a feira de Paredes aos dias 1 e 18 de cada mês. De verificar que as colunas de pedra que vemos suportar a cobertura estão na sua maioria em frente ao cemitério de Paredes e as que estiveram nas traseiras do Palacete da Granja voltaram ao local primitivo, a agora Praça Capitão Torres de Meireles. Do lado direito ao fundo o solar onde morou José Guilherme, casa da sua nora, com construção provável em meados do século XIX e à esquerda a actual casa dos Teixeira do Couto essa datada do século XVIII.
Há algum tempo que queria obter esta fotografia que conheço há algum tempo, mas só hoje me foi gentilmente cedida pelo colaborador deste blog o João Vieira a quem agradeço.

Fotografia datada de 1937 do já falecido Padre Amadeu Soares da Silva, pároco de Louredo e Gondalães.
Em Louredo existe uma rua com o seu nome, que passa justamente ao pé da Igreja Matriz.

Fotografia antiga, provavelmente anos 50, do interior da Igreja de Louredo. Restaurada recentemente merece uma visita atenta.
Construção actual do século XVII/ XVIII. Através da escritura para a construção do retábulo da capela-mor, datada de 1715, sabe-se que a capela-mor estava em construção (quase concluída) e que o corpo da igreja tinha sido feito de novo e em sítio diferente da antiga igreja.
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Fotografia antiga, provavelmente anos 50, do interior da Igreja de Bitarães. É monumento classificado como de Interesse Público.
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
Decreto n.º 28/82, DR n.º 47, de 26-02-1982


Recordo que nos anos 70 cheguei a patinar neste local, o famoso rinque onde se patinava livremente e se organizavam jogos de hóquei em patins.
Foi o Dr. José Firmino que presidiu ao acto inaugural.
Sei que existem muitas histórias que este equipamento permitiu.
Partilhem connosco, deixe o seu comentário. Se tiverem datas ou possuírem outras informações partilhe com todos neste blog. Aguardamos a sua colaboração.

O início construção da "Nova" Igreja Matriz de Paredes remonta a 25 Fevereiro 1899 e foi benzida a 6 de Dezembro de 1908. A primeira pedra foi lançada a 8 de Dezembro de 1897 e esta obra deve-se a D. Rosalina Maria de Sousa Guimarães.
A presente fotografia regista o aspecto original do interior com os dois púlpitos que entretanto foram removidos.
Em 2008 foi celebrado o seu centenário numa festa que envolveu uma recriação da época.

As designadas Casas dos Magistrados foram edificadas na sequência de uma deliberação do Estado Novo, que segundo o artigo 165º do Estatuto Judicial, determinava que todos os municípios deviam fornecer habitações, já mobiladas, aos juízes de Direito e delegados do Procurador da República.
Em Paredes foram construídas duas casas na Avenida da República, a data não sei atribuir com certezas mas serão dos anos 40 ou 50.
Neste período, por todo o país, as "obras do pequeno equipamento regional", difundem "(...) os temas da "casa portuguesa", ou do "estilo tradicional", com o seu cortejo de beirais, arcos, grelhas cerâmicas, ferros forjados e canteirinhos (..)" (FERNANDES, 2003, p. 34).
Seguindo o formulário da "Casa Portuguesa", que foi uma importante base para o desenvolvimento da arquitectura de "feição regional-tradicional" do Estado Novo (idem, ibidem, p. 44), estes edifícios são pequenas habitações de dois andares, caiadas de branco e cobertas por telha, com apontamentos de granito nos cunhais dos panos murários, janelas dispostas a espaços regulares com moldura rectangular, e entrada precedida por pequeno alpendre.
As casas dos Magistrados foram demolidas dando lugar a uma construção em altura mesmo em frente à actual casa da cultura de Paredes. Existem outros exemplos em Portugal, posteriores a estes, que estão classificados como de Interesse Municipal.

Pormenor da parte central do Parque José Guilherme no anos 60/70 com a estátua deste benemérito de Paredes. De reparar bos candeeiros dos quais existe as réplicas na actual Praça.

Lugar de Pias em fotografia tirada em Julho de 1960 pelo Prof. Acácio
Fotografia tirada em Julho de 1960 no lugar de Pais onde existem vários moinhos de água. Diz-se que este lugar nas margens do rio Sousa tem o nome de Pias devido às correntes das águas que escavaram autenticas pias na penedia existente.
Este lugar já é referenciado no século XIII, nomeadamente no ano de 1283 em que o Cabido toma posse das herdades das Pias na freguesia de Castelões de Cepeda, que tinham sido de D. Vicente, tesoureiro-mor.

Vista parcial do Parque José Guilherme em Paredes
Foi tirada em Março de 1970 esta fotografia onde se vê a remodelação dos canteiros com paralelos de granito. Ao fundo vê-se o edifício do café Imperial e a casa fotográfica ao lado esquerdo. O edifício do lado direito onde existia um talho. E ainda se vê a parte de traz do Bar do Sr. Laurindo, mesmo no limite direito da foto.

Fotografia da estátua do Conselheiro, José Guilherme Pacheco em Março de 1928
José Guilherme Pacheco nasceu a 10 de Fevereiro de 1823, no Rio de Janeiro. Seu pai regressou à sua terra em Nevogilde, Lousada, na Casa das Vinhas, tinha ele seis meses acompanhado de sua mãe nascida no Brasil mas filha de pais Portugueses.
Viria a falecer a 7 de Dezembro de 1889, com 66 anos, no Porto.
Foi em 1927 que foi erigida a estátua do Conselheiro, José Guilherme Pacheco depois de uma resolução da Comissão Municipal Administrativa cujo o presidente era Dr. José Correia Abreu Pinto Cabral.
Sobre este benemérito existe um livro editado a 10 de Julho de 1990, pela Livraria Maia, da autoria do Dr. António Carmindo de Sousa Maia, no centenário da morte, 1889 - 1989.

Equipa do Vasco da Gama F.C. de Recarei em 1931
Equipa do Vasco da Gama F.C. de Recarei. Como se pode ler no canto inferior esquerdo, a foto foi tirada na “Disputa da Taça União de Paredes, em Paredes, 1931”
Se tiver alguma informação que queira acrescentar comente este post. Obrigado.
Fotografia enviada por Ivo Rafael Silva

Vista do Cálvario onde se vê ao fundo a casa dos Meireles e à direita a do Dr. Machado. A casinha com três portas à face da estrada nacional 15 existia o barbeiro Rui e a loja "A Eléctrica" do meu avô Sebastião Silva.
Actualmente a duas casas senhoriais foram demolidas dando origem a grandes prédios e no local da casinha pequena existe agora o centro comercial Vale do Sousa e a rotunda 25 de Abril.
Esta foto foi-me oferecida pelo meu professor primário, Prf. Acácio e foi digitalizado pelo Sr. Mendes da fotografia Arte & Color.

A pintora Margarida Leão e o pintor Henrique Silva no lançamento do livro biográfico na Cooperativa árvore no Porto em 2010
Henrique Silva nasceu em Castelões de Cepeda a 17 de Outubro de 1933, filho de Sofia Monteiro Pereira da Silva e de Henrique Rocha Madureira, pai que nunca a chegou a conhecer pois morrera de um acidente de mota quando colhido por um camião. Era neto materno de António Pereira da Silva, chefe dos caminhos de ferro e de Emília Monteiro de Souza Magalhães filha de abastados capitalistas da casa brasonada na Praça do Avelino.
A sua história já deu origem a um livro, uma biografia da autoria de Paula Alcântara Carreira e ficamos a conhecer um pouco da vida deste excelente artista plástico que conviveu e trabalho com Arpad Szenes e Vieira da Silva. Foi director das oficinas da cooperativa Árvore e foi Director da Bienal de Cerveira durante cerca de 20 anos.
Livro biográfico e a pintura “As Três Cárites d'après Rafael”
A permanência de Henrique Silva em Paredes foi curta, mas o seu percurso de vida é longo e ainda tem muito para dar. De Paredes tem algumas recordações da pacata vila e dos seu familiares.
Nesta foto vemos em baixo do lado esquerdo, seu pai, Henrique Rocha Madureira e do mesmo lado acima sua mãe Sofia Monteiro Pereira da Silva ao lado de seu tio Sebastião Monteiro Pereira da Silva e respectiva mulher logo acima, Arminda Ferreira Alves e respectivas três das sua quatro filhas, Maria Arminda, Maria José e Maria Isabel Alves Pereira da Silva, primas do pintor. Abaixo Flávio Ferreira Alves, irmão de Arminda Ferreira Alves.
E esta é uma singela homenagem a este meu primo que considero um excelente pintor de qualidades impares e de uma humildade única e que tende a ser esquecido na sua própria terra natal.
A pintora Margarida Leão nascida no Porto tem raízes no concelho de Paredes, nomeadamente em Parada onde residem vários familiares.

Mais uma participação, esta de Nuno Serra de Lordelo com esta magnífica foto que não se sabe a data ao certo, mas será em finais da década de 60!
São dois ícones da nossa história... as "Cales" (infelizmente já destruídas) e os Lordes (felizmente ainda activos e muito refinados...)

Passeio de barco em famíla
"Rio Souza - Setembro de 1934"
Um lindo Rio de águas puras onde as famílias podiam passar um belo dia em família. Uns banhavam-se nas águas, outros andavam de barco e pescava-se e nas suas margem faziam-se grandes convívios.

Pormenor de um dos dois lagos que existiam no Parque José Guilherme onde o arvoredo era denso e os canteiros ladeados ou contornados de arbustos. Este lago tinha um pequeno chafariz no centro e nele habitavam vários peixes que encantavam os miúdos que nos anos 60 e 70 atravessavam o parque para frequentar a escola primária.
Este é mais um contributo de uma colaboradora, Cristina Guedes Magalhães, à qual agradecemos o empréstimo do seu album de família para digitalização e partilha neste blog.

Esta é uma fotografia enviada por Ivo Rafael Silva, de Recarei, onde se vê uma procissão a passar junto ao Parque José Guilherme. Essa procissão foi realizada por ocasião de um Congresso Eucarístico realizado em Paredes, e a imagem que se vê em primeiro plano é a de Nossa Senhora do Bom Despacho, padroeira de Recarei.
A data provável desta foto será anos 40.
Agradecemos a sua colaboração e partilha.

Muita gente em Paredes me pergunta o que é feito da miniatura da Igreja de Paredes que os meus avós expunham em dias de festa na janela da sala da frente da casa para que as pessoas a pudessem ver e usufruir. Tornou-se um habito que se perdeu com o falecimento do meu avô materno, Sebastião.
Andei à procura de alguma fota antiga onde ela estivesse e apenas encontrei esta de 1976 onde ela estava sempre guardada durante todo o ano até às partilhas dos meus avós em 1983 em que foi deslocada para os meus tios da Sra. da Guia, Arminda e Fernando Meireles, este que a doou recentemente ao museu da Paróquia de Castelões de Cepeda.
Miniatura da Igreja Matriz de Paredes numa fotografia de Janeiro de 1976,
na altura do casamento de um casal amigo da família, D. Irene Gulpilhares Pacheco e marido Augusto.
(Mª José A. P. Silva, D. Irene, Sr. Augusto e Manuel P. F. Sousa)
Autor da construção da miniatura é o meu Tio-bisavô António que a fez depois da Igreja matriz ser feita, segundo me disseram meus antepassados, portanto posterior a 1908. A vontade dele depois da sua morte foi que ficasse para o meu avô Sebastião, seu sobrinho, e depois permanecesse na casa ou na impossibilidade fosse doada ao museu. A sua vontade foi cumprida pelo meu tio Fernando Meireles.
A data da construção da miniatura não sei, mas terá sido perto da altura da edificação em 1908 e anterior a 1948, ano de sua morte.
António Monteiro de Souza Magalhães (idade provável 30 anos - 1904) e Tia Isabel e Tio António

Esta casa seria desde, a sua origem, o local onde os cavalos eram alimentados e os viajantes , que faziam a estrada real vinda do Porto e se dirigiam à ponte de cepeda ou vice-versa, descansavam.
Foi descoberta pelas obras uma padieira com a data 1708 (sendo que o oito não está bem legível), e cuidadosamente posta à vista de todos pelo Joaquim Pinto Teixeira do Couto, filho do conhecido José Teixeira do Couto que aí tinha a sua funerária.
Sabe-se por um amigo deste blog, Luís Mendes, que esta casa foi pertença de António Nunes de Sousa Pinheiro que foi presidente de Junta de Sobrosa de 1912 a 1914, segundo o seu testemunho.


Lisboa 27.07.1822 - A Freguesia de Castelãos de Cepeda, da Vila de Aguiar de Sousa, do Bispado do Porto, penetrada dos mais vivos sentimentos de adesão à nova constituição que nos protege, e pelo que tem dado repetidas provas; não podendo conter em si o júbilo que lhe causou a notícia da feliz descoberta de uma diabólica conspiração... destinaram o dia 30 de Junho para dirigir a Maria Santíssima, a Senhora da Guia..., Solenes Acções de Graças, por tão plausível motivo, por meio de uma festividade, precedendo na véspera iluminações, repiques, morteiros e tambores, foguetes: ... e para remate um decente e sossegado divertimento de touros e danças... terminando com o inocente espectáculo de um Balão aerostático. (DG n.º 175, Supl. n.º 41, 27.07.1822).

Imagem antiga do Parque José Guilherme de um "BILHETE POSTAL", numa edição de Albertino F. Barbosa - "Casa de Sto. António - PARÊDES"
Se tiverem dados que possam acrescentar a esta informação deixe um comentário ou envie-me um mail.
Pedimos também a colaboração enviando fotos antigas e um pequeno texto. Os direitos de autor serão preservados e respeitados.

Pic-nic na Quinta de Espessande em 19 de Junho de 1910, Cristelo, Paredes. Uma foto com 101 anos.
A Casa de Espessande é Imóvel de Interesse Municipal desde 7 de Maio de 2008.

Fotografia de um dia normal no conhecidíssimo Café Arco-Íris no centro da Vila de Paredes em frente ao Parque José Guilherme. Actualmente fica neste local uma instituição bancária já há alguns anos.

Fotografia tirada na Avenida da República na Vila de Paredes provavelmente anos 40 ou 50. A avenida das quintas, pois até essa altura resumia-se a meia duzia de casas de grandes proprietários.
Depois de alguma pesquisa junto de fotos com as mesmas características atribuo a possibilidade de ter sido tirada em 1947.
A casa em primerio plano é dos finais do século XIX, provalvelmente na decada de 1880 segundo os decendentes e actuais proprietários. Mais abaixo, entre estas duas casas, existe actualmente uma casa que foi construida no início dos anos 1960. Presentemente, esta zona apresenta-se num excelente estado de conservação.


Este é um dos dois brasões existente em Castelões de Cepeda. As armas apresentadas são Coelho, Silva, Rocha e Barbosa.
Foi atribuída carta de armas a Caetano José Coelho da Silva Rocha de Barbosa, filho do Capitão Jerónimo Coelho da Silva de de D. Catarina Rocha Barbosa.

Saída da Igreja para o cemitério. Exéquias do Conselheiro José Guilherme Pacheco a 3 de Julho de 1894.

Bela fotografia do Largo Nuno Alvares, datada de 7 de Junho de 1947. Ainda existia a bela casa dos Bragança onde actualmente é a Caixa Geral de Depósitos.

Casal na foto:
- Emília Monteiro de Souza Magalhães, natural de Castelões de Cepeda, filha de Miguel Joaquim de Souza Magalhães e de Sophia Monteiro Coelho da Silva, casada com António Pereira da Silva, ele natural de Santa Marinha do Zêzere, Baião filho de José Pereira da Silva e Maria Magdalena.
1ª criança da esquerda com um "S":
- Sebastião Monteiro Pereira da Silva nascido às 20h do dia 27 de Dezembro de 1900, na Praça do Avelino, foram padrinhos Sebastião Coelho da Silva e Maria Marcondes Monteiro (casados e capitalistas). Faleceu em Castelões de Cepeda, Av. da República, na altura nº 22, a 9 de Dezembro de 1972.
Casou com Arminda Ferreira Alves - conservatória da Régua a 18 de Março de 1922.
Meus bisavós:
Emília Monteiro de Souza Magalhães
António Pereira da Silva
Meus avós maternos:
Monteiro Pereira da Silva
Arminda Ferreira Alves

Depois de fazer as minhas pesquisas e consultas a várias pessoas cheguei aos seguintes dados:
1) Através do Dr. Manuel Abranches de Soveral
"Estive também não só a ver melhor a pedra de armas que lhe interessa como a procurar uma carta de armas que lhe pudesse corresponder. Depois de não encontrar nenhuma carta de armas com Borges no 1º quartel, conclui que afinal as peças da bordadura bem podem ser coelhos, e portanto as armas ser dos Coelho e não dos Borges. Tendo em conta, por outro lado, que encontrei uma carta de armas para um escudo partido, tendo no 1º Coelho, e o 2º cortado de Ferraz e Rebello. Ora, as armas dos Ferraz são justamente seis rodelas de prata (as tais seis peças que eu não conseguia ver bem). Sendo essa carta de armas passada a 15.3.1709 a Manuel Coelho Ferraz, morador em S. Romão de Mouriz, filho de Pedro Coelho e sua mulher Maria Coelho Ferraz; neto paterno de Gonçalo Pedro e sua mulher Anastácia Coelho; e neto materno de João Coelho Ferraz e sua mulher Ângela Damiana.
Portanto, ou a pedra de armas foi feita depois ou eu me enganei na datação, embora tivesse avisado que aquele tipo de pedras eram difíceis da datar, pois muitas vezes são arcaizantes. Assim, se foi mandada fazer por Manuel Coelho Ferraz (que teria passado de morador em Mouriz a morador em Castelões de Cepeda), seria do início e não dos finais do séc. XVIII."
2) Segundo Ferreira Coelho
Escudo partido na 1ª Coelho, na 2ª cortado de Castro (?) e Rebelo com timbre: Coelho
3) Segundo as minhas pesquisas
Escudo partido na 1ª pode ser Coelho ou Borges na 2ª pode ser Castro ou Ferraz, e Rebello
Actual Avenida da República em Paredes nos inícios do Séc. XX
É na freguesia de São Salvador de Castelões de Cepeda que está a povoação de Paredes, elevada à categoria de vila por carta régia de 7 de Fevereiro de 1844 a qual é cabeça do actual concelho e comarca de Paredes. Em 1821 foi extinto o concelho de Aguiar de Sousa, passando a maior parte das freguesias que o constituíam a aumentar o antigo concelho de Castelões de Cepeda, cuja sede se mudou, então, para a povoação de Paredes; constituiu-se depois o concelho de Paredes. Era abadia da apresentação alternada da Mitra da Sé do Porto e do Convento de São Salvador de Paço de Sousa, no antigo concelho de Aguiar de Sousa, na antiga comarca do Porto (a "Estatistica Parochial" de 1862 diz que era da apresentação do referido convento e do papa). Beneficiou do foral dado a Aguiar de Sousa, em Lisboa, a 25 de Junho de 1513. Havia também recebido um foral antigo, dado em 10 de Junho de 1269 e confirmado a 13 de Março de 1411. Pertenceu ao extinto bispado de Penafiel. Arcediagado de Aguiar de Sousa (século XII). Comarca eclesiástica de Penafiel - 4º distrito (1856; 1907). Segunda vigararia de Paredes (1916; 1970).

Já há muitos anos, desde miúdo que minha mãe e avó materna me contavam a história de um nosso antepassado que tinha afugentado o Zé do Telhado de um assalto aqui na região.
A história está presente na monografia de Paredes do Dr. José do Barreiro que pretendeu preservá-la e muito bem, que na altura já suspeitaria que cairia no esquecimento, visto este episódio ter-se passado no século XIX.
Pois bem, Joaquim do Ajudante, descobri agora, trata-se de Joaquim Monteiro Coelho da Silva casado com Maria Coelho da Silva, filha do Major José Coelho da Silva e D. Rita de Garcia da casa do Ermo. Ele era filho de Manuel Caetano Coelho da Silva e Maria Rosa Coelho Borges.
Vim agora descobrir que era o meu tetravô e que habitou precisamente a casa brasonada da Praça do Avelino.
Eis aqui a fotografia do Brasão. Tenho pena não saber o significado dele nem saber da carta de brasão. Se alguém souber alguma coisa agradecia que deixasse aqui essa informação num comentário.
Sei que nesta casa habitaram os Coelhos da Silva e os Sousa Magalhães e tenho como hipótese ele estar relacionado com o nome Coelho da Silva.

Esta é uma fotografia com a data provável de 1904 onde se vê esta casa senhorial como uma única habitação. Não há duas cores nas paredes e o telhado é um todo com o mesmo tipo de telha. Na fotografia do post anterior vê-se um divisão da casa em duas por duas cores diferentes e um telhado com telhas de cor diferente.
Aqui vê-se nitidamente e sem dúvidas de que se tratava de uma casa única que entretanto fora dividida em duas pelos irmãos.
Do brasão apenas se vê um pouco de nada atrás da árvore onde ela bifurca.
O limite original desta propriedade ia até ao Carreiro da Lama no poente e a sul com a Avenida Campos Henrique actual Avenida da República.

É esta uma das duas casas brasonadas que conheço em Paredes. Sei que pertenceu e ainda pertence parcialmente à minha família. Metade, a parte mais clara foi demolida e deu origem a um prédio de quatro andares. A casa foi cortada ao meio pelo tabique das paredes. E ainda me recordo da preocupação e tristeza da minha prima Ana Maria com o problema. Também do empreiteiro que se deparou com um problema que não contava. Também foi triste para mim sabendo que tinha lá habitado família minha. Enfim são opções.
A parte que deu origem ao prédio tinha ficado para os caseiros dos meus tios-avós que não tinham filhos e que cuidaram do meu tio Zé (tio por afinidade) até ao fim da vida. Um acto louvável que não é único na família.
Os caseiros que não tinham, penso eu, a afectividade familiar optaram por esta solução.
E o brasão lá continua sem ninguém saber de quem é, e o que significa. Mas eu hei-de saber e publicar neste blog. Sei que eu sou descendente dos Monteiro de Souza Magalhães e dos Coelho da Silva, segundo dizia a minha prima Lélé de Trigais, já muito velhinha e linda e eu muito novo. Ela é a base da minha pesquisa. Obrigado prima.
Já ando há muito tempo para criar este blog de apontamentos sobre a história da minha terra, aliás, sobre a história que está ligada a mim. Nasci em Castelões de Cepeda na antiga vila de Paredes que agora é cidade. Foi há 42 anos, ainda me lembro de quanto era pacata e sossegada.
Muito passado já se perdeu, mas aqui quero preservar um pouco dele principalmente da minha família que habita estas terras há muitos anos. Quero preservar as histórias que a minha prima Lélé de Trigais me contava, prima direita do meu avó Sebastião. Quero encontrar a veracidade dessas histórias e conhece-las melhor. Quero saber a história do brasão que me diziam ser da minha família e que ainda existe, graças a Deus, na Praça Capitão Torres de Meireles, antiga Praça do Avelino. Tenho uma ideia, quase um palpite que pertence do lado da minha trisavó, avó do meu avó materno. E vou encontrar...