10
Jan 12

Rua Dr. Paulo Falcão, o actual Largo Nuno Alvares nos inícios do Séc. XX

 

Um postal do início do XX da Rua Dr. Paulo Falcão, o actual Largo Nuno Alvares, numa edição de "Arlindo da Costa Pinto & C.a".

publicado por Rafael às 19:30 | comentar | favorito
09
Jan 12

Cadeia da Comarca de Paredes em Castelões de Cepeda em foto anos 50

 

Estamos perante o edifício da Cadeia da Comarca de Paredes de estilo Estado Novo tendo sido projectado pelo Arquitecto Raul Rodrigues Lima (1909-1980).

Em reunião de câmara de 1 de Abril de 2009 foi deliberado, por unanimidade, classificar como imóvel de interesse Municipal (IIM).

Este estabelecimento prisional, construído na década de 40, destinava-se a condenados com pequenas penas sendo a sua capacidade para 12 homens e 4 mulheres.

A presente fotografia terá sido feita muito perto da data da sua edificação.

publicado por Rafael às 19:43 | comentar | favorito
08
Jan 12

Igreja Matriz de Castelões de Cepeda - Paredes no início dos anos 40

 

 Fotografia da Igreja Matriz de Castelões de Cepeda, Paredes no início dos anos 40. (Antes de 1942) Numa publicação anterior temos uma fotografia antiga do interior. Ver aqui:  http://aoencontrodopassado.blogs.sapo.pt/15298.html

publicado por Rafael às 11:41 | comentar | favorito
07
Jan 12

Manoel Guedes, um dos fundadores dos Bombeiros de Paredes em 1884

 

 Foi a 1 de Junho de 1884 que foi criada a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes, Manoel Guedes foi um desses 18 ilustres paredenses que com empenho e dedicação deu vida a esta tão nobre associação.

Esta foto foi gentilmente cedida pela sua bisneta, Cristina Guedes.

publicado por Rafael às 14:27 | comentar | favorito
06
Jan 12

Antigo lugar da feira de Paredes na Praça do Avelino

 

Fotografia dos inícios do século XX da Praça do Avelino, onde se vê a cobertura, onde era feita a feira de Paredes aos dias 1 e 18 de cada mês. De verificar que as colunas de pedra que vemos suportar a cobertura estão na sua maioria em frente ao cemitério de Paredes e as que estiveram nas traseiras do Palacete da Granja voltaram ao local primitivo, a agora Praça Capitão Torres de Meireles. Do lado direito ao fundo o solar onde morou José Guilherme, casa da sua nora, com construção provável em meados do século XIX e à esquerda a actual casa dos Teixeira do Couto essa datada do século XVIII.

 

Há algum tempo que queria obter esta fotografia que conheço há algum tempo, mas só hoje me foi gentilmente cedida pelo colaborador deste blog o João Vieira a quem agradeço.

publicado por Rafael às 21:43 | comentar | favorito
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04
Jan 12

Padre Amadeu Soares da Silva

 

Fotografia datada de 1937 do já falecido Padre Amadeu Soares da Silva, pároco de Louredo e Gondalães.

Em Louredo existe uma rua com o seu nome, que passa justamente ao pé da Igreja Matriz.

publicado por Rafael às 19:36 | comentar | favorito
03
Jan 12

Interior da Igreja de S. Cristóvão, Matriz de Louredo em fotografia antiga

 

Fotografia antiga, provavelmente anos 50, do interior da Igreja de Louredo. Restaurada recentemente merece uma visita atenta. 

Construção actual do século XVII/ XVIII. Através da escritura para a construção do retábulo da capela-mor, datada de 1715, sabe-se que a capela-mor estava em construção (quase concluída) e que o corpo da igreja tinha sido feito de novo e em sítio diferente da antiga igreja.

 

 

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público
Portaria n.º 338/2011, DR, 2.ª Série, n.º 27, de 8-02-2011

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publicado por Rafael às 20:39 | comentar | favorito
02
Jan 12

Interior da Igreja de São Tomé de Bitarães em fotografia antiga.

 

Fotografia antiga, provavelmente anos 50, do interior da Igreja de Bitarães. É monumento classificado como de Interesse Público.

 

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Decreto n.º 28/82, DR n.º 47, de 26-02-1982

publicado por Rafael às 21:02 | comentar | favorito
01
Jan 12

Rinque do Parque José Guilherme

Rinque

 

 

Recordo que nos anos 70 cheguei a patinar neste local, o famoso rinque onde se patinava livremente e se organizavam  jogos de hóquei em patins.

 

 

Foi o Dr. José Firmino que presidiu ao acto inaugural.

 

Sei que existem muitas histórias que este equipamento permitiu.

Partilhem connosco, deixe o seu comentário. Se tiverem datas ou possuírem outras informações partilhe com todos neste blog. Aguardamos a sua colaboração.

publicado por Rafael às 21:07 | comentar | ver comentários (4) | favorito
31
Dez 11

Fotografia do interior original da "Nova" Igreja Matriz de Castelões de Cepeda

 

O início construção da "Nova" Igreja Matriz de Paredes remonta a 25 Fevereiro 1899 e foi benzida a 6 de Dezembro de 1908. A primeira pedra foi lançada a 8 de Dezembro de 1897 e esta obra deve-se a D. Rosalina Maria de Sousa Guimarães.

A presente fotografia regista o aspecto original do interior com os dois púlpitos que entretanto foram removidos.

 

Em 2008 foi celebrado o seu centenário numa festa que envolveu uma recriação da época.

publicado por Rafael às 09:46 | comentar | favorito
29
Dez 11

As casas dos Magistrados de Castelões de Cepeda - Paredes

 

As designadas Casas dos Magistrados foram edificadas na sequência de uma deliberação do Estado Novo, que segundo o artigo 165º do Estatuto Judicial, determinava que todos os municípios deviam fornecer habitações, já mobiladas, aos juízes de Direito e delegados do Procurador da República. 

Em Paredes foram construídas duas casas na Avenida da República, a data não sei atribuir com certezas mas serão dos anos 40 ou 50.


Neste período, por todo o país, as "obras do pequeno equipamento regional", difundem "(...) os temas da "casa portuguesa", ou do "estilo tradicional", com o seu cortejo de beirais, arcos, grelhas cerâmicas, ferros forjados e canteirinhos (..)" (FERNANDES, 2003, p. 34).

Seguindo o formulário da "Casa Portuguesa", que foi uma importante base para o desenvolvimento da arquitectura de "feição regional-tradicional" do Estado Novo (idem, ibidem, p. 44), estes edifícios são pequenas habitações de dois andares, caiadas de branco e cobertas por telha, com apontamentos de granito nos cunhais dos panos murários, janelas dispostas a espaços regulares com moldura rectangular, e entrada precedida por pequeno alpendre. 

 

As casas dos Magistrados foram demolidas dando lugar a uma construção em altura mesmo em frente à actual casa da cultura de Paredes. Existem outros exemplos em Portugal, posteriores a estes, que estão classificados como de Interesse Municipal.

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28
Dez 11

Pormenor do parque José Guilherme

 

Pormenor da parte central do Parque José Guilherme no anos 60/70 com a estátua deste benemérito de Paredes. De reparar bos candeeiros dos quais existe as réplicas na actual Praça.

publicado por Rafael às 19:26 | comentar | favorito
27
Dez 11

Lugar de Pias em Castelões e Cepeda onde existem os moinhos de água - 1960

Pias

 Lugar de Pias em fotografia tirada em Julho de 1960 pelo Prof. Acácio

 

Fotografia tirada em Julho de 1960 no lugar de Pais onde existem vários moinhos de água. Diz-se que este lugar nas margens do rio Sousa tem o nome de Pias devido às correntes das águas que escavaram autenticas pias na penedia existente.

Este lugar já é referenciado no século XIII, nomeadamente no ano de 1283 em que o Cabido toma posse das herdades das Pias na freguesia de Castelões de Cepeda, que tinham sido de D. Vicente, tesoureiro-mor.

publicado por Rafael às 14:12 | comentar | favorito
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26
Dez 11

Parque José Guilherme e café Imperial em 1970

 Vista parcial do Parque José Guilherme em Paredes

 

Foi tirada em Março de 1970 esta fotografia onde se vê a remodelação dos canteiros com paralelos de granito. Ao fundo vê-se o edifício do café Imperial e a casa fotográfica ao lado esquerdo. O edifício do lado direito onde existia um talho. E ainda se vê a parte de traz do Bar do Sr. Laurindo, mesmo no limite direito da foto.

publicado por Rafael às 15:03 | comentar | favorito
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25
Dez 11

Estátua do Conselheiro, José Guilherme Pacheco erigida em 1927

Estátua José Guilherme - Paredes

Fotografia da estátua do Conselheiro, José Guilherme Pacheco em Março de 1928

 

José Guilherme Pacheco nasceu a 10 de Fevereiro de 1823, no Rio de Janeiro. Seu pai regressou à sua terra em Nevogilde, Lousada, na Casa das Vinhas, tinha ele seis meses acompanhado de sua mãe nascida no Brasil mas filha de pais Portugueses.

Viria a falecer a 7 de Dezembro de 1889, com 66 anos, no Porto.

Foi em 1927 que foi erigida a estátua do Conselheiro, José Guilherme Pacheco depois de uma resolução da Comissão Municipal Administrativa cujo o presidente era Dr. José Correia Abreu Pinto Cabral.

 

Sobre este benemérito existe um livro editado a 10 de Julho de 1990, pela Livraria Maia, da autoria do Dr. António Carmindo de Sousa Maia, no centenário da morte, 1889 - 1989.

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24
Dez 11

Equipa do Vasco da Gama F.C. de Recarei em 1931

Vasco da Gama F.C. de Recarei

Equipa do Vasco da Gama F.C. de Recarei em 1931

 

Equipa do Vasco da Gama F.C. de Recarei. Como se pode ler no canto inferior esquerdo, a foto foi tirada na “Disputa da Taça União de Paredes, em Paredes, 1931”

Se tiver alguma informação que queira acrescentar comente este post. Obrigado.

 

Fotografia enviada por Ivo Rafael Silva

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22
Dez 11

Vista do Cálvario em Castelões de Cepeda em Abril de 1957

Estrada nacional 15 e calvário ao fundo

 

Vista do Cálvario onde se vê ao fundo a casa dos Meireles e à direita a do Dr. Machado. A casinha com três portas à face da estrada nacional 15 existia o barbeiro Rui e a loja "A Eléctrica" do meu avô Sebastião Silva.

Actualmente a duas casas senhoriais foram demolidas dando origem a grandes prédios e no local da casinha pequena existe agora o centro comercial Vale do Sousa e a rotunda 25 de Abril.

Esta foto foi-me oferecida pelo meu professor primário, Prf. Acácio e foi digitalizado pelo Sr. Mendes da fotografia Arte & Color.

publicado por Rafael às 18:05 | comentar | favorito
19
Dez 11

Pintor Henrique Silva, natural de Castelões de Cepeda Paredes

Margarida Leão e Henrique Silva

 A pintora Margarida Leão e o pintor Henrique Silva no lançamento do livro biográfico na Cooperativa árvore no Porto em 2010

 

Henrique Silva nasceu em Castelões de Cepeda a 17 de Outubro de 1933, filho de Sofia Monteiro Pereira da Silva e de Henrique Rocha Madureira, pai que nunca a chegou a conhecer pois morrera de um acidente de mota quando colhido por um camião. Era neto materno de António Pereira da Silva, chefe dos caminhos de ferro e de Emília Monteiro de Souza Magalhães filha de abastados capitalistas da casa brasonada na Praça do Avelino.

A sua história já deu origem a um livro, uma biografia da autoria de Paula Alcântara Carreira e ficamos a conhecer um pouco da vida deste excelente artista plástico que conviveu e trabalho com Arpad Szenes e Vieira da Silva. Foi director das oficinas da cooperativa Árvore e foi Director da Bienal de Cerveira durante cerca de 20 anos.

 

 

 Livro biográfico e a pintura  “As Três Cárites d'après Rafael

  

A permanência de Henrique Silva em Paredes foi curta, mas o seu percurso de vida é longo e ainda tem muito para dar. De Paredes tem algumas recordações da pacata vila e dos seu familiares.

 

 

 

Nesta foto vemos em baixo do lado esquerdo, seu pai, Henrique Rocha Madureira e do mesmo lado acima sua mãe Sofia Monteiro Pereira da Silva ao lado de seu tio Sebastião Monteiro Pereira da Silva e respectiva mulher logo acima, Arminda Ferreira Alves e respectivas três das sua quatro filhas, Maria Arminda, Maria José e Maria Isabel Alves Pereira da Silva, primas do pintor. Abaixo Flávio Ferreira Alves, irmão de Arminda Ferreira Alves.

 

E esta é uma singela homenagem a este meu primo que considero um excelente pintor de qualidades impares e de uma humildade única e que tende a ser esquecido na sua própria terra natal.

 

A pintora Margarida Leão nascida no Porto tem raízes no concelho de Paredes, nomeadamente em Parada onde residem vários familiares.

publicado por Rafael às 21:06 | comentar | favorito
18
Dez 11

"Cales e os Lordes" em Lordelo - Paredes

 

Mais uma participação, esta de Nuno Serra de Lordelo com esta magnífica foto que não se sabe a data ao certo, mas será em finais da década de 60! 
São dois ícones da nossa história... as "Cales" (infelizmente já destruídas) e os Lordes (felizmente ainda activos e muito refinados...)

publicado por Rafael às 11:25 | comentar | favorito
17
Dez 11

Um passeio de barco no Rio Sousa - Paredes 1934

Barco no Rio Sousa

 Passeio de barco em famíla

 

 "Rio Souza - Setembro de 1934"

 

Um lindo Rio de águas puras onde as famílias podiam passar um belo dia em família. Uns banhavam-se nas águas, outros andavam de barco e pescava-se e nas suas margem faziam-se grandes convívios.

publicado por Rafael às 09:26 | comentar | favorito
16
Dez 11

Pormenor do lago antigo no Parque José Guilherme

 

 

Pormenor de um dos dois lagos que existiam no Parque José Guilherme onde o arvoredo era denso e os canteiros ladeados ou contornados de arbustos. Este lago tinha um pequeno chafariz no centro e nele habitavam vários peixes que encantavam os miúdos que nos anos 60 e 70 atravessavam o parque para frequentar a escola primária.

 

Este é mais um contributo de uma colaboradora, Cristina Guedes Magalhães, à qual agradecemos o empréstimo do seu album de família para digitalização e partilha neste blog.

publicado por Rafael às 22:01 | comentar | favorito
15
Dez 11

Procissão a passar junto ao Parque José Guilherme

 

Esta é uma fotografia enviada por Ivo Rafael Silva, de Recarei, onde se vê uma procissão a passar junto ao Parque José Guilherme. Essa procissão foi realizada por ocasião de um Congresso Eucarístico realizado em Paredes, e a imagem que se vê em primeiro plano é a de Nossa Senhora do Bom Despacho, padroeira de Recarei.

A data provável desta foto será anos 40.

Agradecemos a sua colaboração e partilha.

publicado por Rafael às 22:40 | comentar | favorito
09
Dez 11

Miniatura da Igreja matriz de Paredes e o seu autor

Muita gente em Paredes me pergunta o que é feito da miniatura da Igreja de Paredes que os meus avós expunham em dias de festa na janela da sala da frente da casa para que as pessoas a pudessem ver e usufruir. Tornou-se um habito que se perdeu com o falecimento do meu avô materno, Sebastião.

Andei à procura de alguma fota antiga onde ela estivesse e apenas encontrei esta de 1976 onde ela estava sempre guardada durante todo o ano até às partilhas dos meus avós em 1983 em que foi deslocada para os meus tios da Sra. da Guia, Arminda e Fernando Meireles, este que a doou recentemente ao museu da Paróquia de Castelões de Cepeda.

 

 Miniatura da Igreja Matriz de Paredes numa fotografia de Janeiro de 1976,

na altura do casamento de um casal amigo da família, D. Irene Gulpilhares Pacheco e marido Augusto.

(Mª José A. P. Silva, D. Irene, Sr. Augusto e Manuel P. F. Sousa)

 

 

Autor da construção da miniatura é o meu Tio-bisavô António que a fez depois da Igreja matriz ser feita, segundo me disseram meus antepassados, portanto posterior a 1908. A vontade dele depois da sua morte foi que ficasse para o meu avô Sebastião, seu sobrinho, e depois permanecesse na casa ou na impossibilidade fosse doada ao museu. A sua vontade foi cumprida pelo meu tio Fernando Meireles.

A data da construção da miniatura não sei, mas terá sido perto da altura da edificação em 1908 e anterior a 1948, ano de sua morte.

 

António Monteiro de Souza Magalhães 

 António Monteiro de Souza Magalhães (idade provável 30 anos - 1904) e Tia Isabel e Tio António

 

 

António Monteiro de Sousa Magalhães era filho de Miguel Joaquim de Sousa Magalhães e  Sophia Monteiro Coelho da Silva, foi seu padrinho de baptismo o seu tio materno padre António Alberto Coelho da Silva (foi pároco de Castelões de Cepeda), a 12 de Novembro de 1874. Veio a falecer em 27 de Novembro de 1948 na sua casa na Avenida da Republica em Paredes. Foi herdeiro da casa brasonada da Praça do Avelino da parte de sua mãe, e avô materno.
 
Fotografia da miniatura fotografada pelo SIPA em 2012 no museu da paróquia.
SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico 

 

publicado por Rafael às 15:25 | comentar | favorito
02
Dez 11

Lugar de paragem na estrada real no lugar das Paredes em Castelões de Cepeda

Casa com inscrição 1708(?) - Castelões de Cepeda

 

Esta casa seria desde, a sua origem, o local onde os cavalos eram alimentados e os viajantes , que faziam a estrada real vinda do Porto e se dirigiam à ponte de cepeda ou vice-versa, descansavam.

Foi descoberta pelas obras uma padieira com a data 1708 (sendo que o oito não está bem legível), e cuidadosamente posta à vista de todos pelo Joaquim Pinto Teixeira do Couto, filho do conhecido José Teixeira do Couto que aí tinha a sua funerária.

Sabe-se por um amigo deste blog, Luís Mendes, que esta casa foi pertença de António Nunes de Sousa Pinheiro que foi presidente de Junta de Sobrosa de 1912 a 1914, segundo o seu testemunho.

 

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16
Out 11

Centro Histórico de Paredes - Castelões de Cepeda

in: Minho Pittoresco 

 

Este é o centro histórico de Paredes a preservar, o que não tem acontecido ao longo dos tempos.

Vê-se aqui, ao lado do edifício actual da junta de Freguesia de Castelões de Cepeda, a capela de S. João que foi demolida em 1919 e que estava mesmo em frente à entrada da Junta.

Vê-se ao fundo a casa brasonada, ainda intacta, sem a demolição da metade nascente.

O pelourinho não estava presente nesta gravura pois depois de destruido foi erigido em frente aos Paços do Concelho, actualmente a Academia de Música de Paredes. Está classificado pelo como Imovel de Interesse Público, por decreto de 1933. Havia sido construido em 1780(?), ostentando as armas de D. João IV.

Ao centro vê-se a casa de audiências com cadeias por baixo, a actual Academia de Música.

"Tem casa de audiência com cadeias por baixo e pelouro ao pé no lugar de Paredes e estrada pública que vem da cidade do Porto» (Memória de Castelões de Cepeda - 1758)"

 

 

 

 

 

 
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10
Jul 11

Festas da Senhora da Guia no Diário do Governo em 1822

 

Lisboa 27.07.1822 - A Freguesia de Castelãos de Cepeda, da Vila de Aguiar de Sousa, do Bispado do Porto, penetrada dos mais vivos sentimentos de adesão à nova constituição que nos protege, e pelo que tem dado repetidas provas; não podendo conter em si o júbilo que lhe causou a notícia da feliz descoberta de uma diabólica conspiração... destinaram o dia 30 de Junho para dirigir a Maria Santíssima, a Senhora da Guia..., Solenes Acções de Graças, por tão plausível motivo, por meio de uma festividade, precedendo na véspera iluminações, repiques, morteiros e tambores, foguetes: ... e para remate um decente e sossegado divertimento de touros e danças... terminando com o inocente espectáculo de um Balão aerostático. (DG n.º 175, Supl. n.º 41, 27.07.1822).

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09
Jul 11

PAREDES - Vista Parcial - Foto antiga do Parque José Guilherme Pacheco

 

Imagem antiga do Parque José Guilherme de um "BILHETE POSTAL", numa edição de Albertino F. Barbosa - "Casa de Sto. António - PARÊDES"

Se tiverem dados que possam acrescentar a esta informação deixe um comentário ou envie-me um mail. 

Pedimos também a colaboração enviando fotos antigas e um pequeno texto. Os direitos de autor serão preservados e respeitados.

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19
Jun 11

Pic-nic na Quinta de Espessande em 1910 - Cristelo

Quinta de Espessande em Cristelo

 

Pic-nic na Quinta de Espessande em 19 de Junho de 1910, Cristelo, Paredes. Uma foto com 101 anos.

Casa de Espessande é Imóvel de Interesse Municipal desde 7 de Maio de 2008.

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09
Jun 11

O antigo Café Arco-Íris na Vila de Paredes

Café Arco-Íris

Fotografia de um dia normal no conhecidíssimo Café Arco-Íris no centro da Vila de Paredes em frente ao Parque José Guilherme. Actualmente fica neste local uma instituição bancária já há alguns anos.

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06
Jun 11

Procissão na Avenida da República na Vila de Paredes

Av. da República

 

Fotografia tirada na Avenida da República na Vila de Paredes provavelmente anos 40 ou 50. A avenida das quintas, pois até essa altura resumia-se a meia duzia de casas de grandes proprietários.

Depois de alguma pesquisa junto de fotos com as mesmas características atribuo a possibilidade de ter sido tirada em 1947.

A casa em primerio plano é dos finais do século XIX, provalvelmente na decada de 1880 segundo os decendentes e actuais proprietários. Mais abaixo, entre estas duas casas, existe actualmente uma casa que foi construida no início dos anos 1960. Presentemente, esta zona apresenta-se num excelente estado de conservação.

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04
Jun 11

"Os Ladrões no Crasto" - Monografia de Paredes págs 283-290

Casa do Crasto - Besteiros -Paredes
Casa do Crasto actualmente em 2011
Reprodução do texto original:
I
 
As guerras faziam os homens feras. Habitua-os ao sangue, ás cenas de violencia, ao regime da força e ao menosprezo do direito. Depois das guerras não vem logo a paz completa.assim, como depois de uma doença grave, ha um periodo de convalescença antes que se firme a saúde, assim tambem depois de garndes lutas armadas, ficam aqui e ali revoltas, tumultos, assassinatos, roubos, assaltos, maltas de quadrilheiros, etc.
A guerra liberal durou desde julho de 1832 até maio ou junho de 1834.
O Algarv, só alguns anos depois, se viu livre do guerrilheiro Remexido e dos seus homens armados.
Todo o paíz sofreu, por largos anos, depois da guerra e antes da plena paz e da normalidade, mais ou menos perturbações da ordem.
É sabido que, para se estudar a história duma época, se deve ler a legislação desta. E de facto, essa legislação nos informa de que em vários anos e muitas vezes, o governo de D. Maria II, por meio de decretos e portarias, providenciou para manter a ordem e reprimir os muito numerosos crimes que se cometiam em todos os distritos e até mesmo na capital.
No fim do ano de 1834 (23 de dezembro) disse disse o governo que eram muito frequentes na capital os roubos, insultos, ferimentos e outros procedimentos que atacam a propriedade do cidadão e a segurança pública e individual.
Em 1835 (16 de outubro) fala nas prisões que se fizeram de salteadores e bandoleiros e em extirpar os facínoras dos vários districtos.
Em 1836 (10 de outubro) refere-se aos frequentes roubos e assassínios que se tem praticado no julgado de Santo Tirso.
Em 1837 (12 de janeiro) diz estar 48 individuos indiciados de criminosos pela rebelião levantada na provincia do Minho.
No mesmo ano (22 de julho) manda promover os termos judiciaes sobre atentados contra a ordem pública e contra s instituições (liberaes) proclamadas pela nação.
Ainda em 1837 (11 de setembro) refere-se a uma partida de salteadores que (diz) se supõe pertencer ao bando do Remexido e que matou e roubou o padre coadjutor de Beliqueme.
Em 1839 (4 de setembro) manda fazer uma activa e constante perseguição ás guerrilhas e bandos de salteadores de que haja notícia em qualquer districto, devendo os gobernadores civis, então chamados administradores geraes, pedir auxílio às auctoridades militares de linha.
Tál era o estado do paiz em 1835 e alguns anos depois, tristes restos ou efeitos da grande doença social - a guerra, que animalisa, que bestializa os homens tanto, quanto o progresso da paz, da educação, da instrução e das belas artes, o espiritualisa e aperfeiçôa moralmente.        
Segue-se a narrativa de um assalto
 
II
 
Vou contar a historia dos ladrões no Crasto. O meu fim, ao escreve-la, é salvar do esquecimento e vulgarisar um facto verdadeiro e curioso  da minha terra.
A casa do Crasto, de muitos lindas vistas para o nascente, fica na freguezia de Bésteiros, concelho de Paredes, distrito do Pôrto.
Ao tempo do caso dizia-se: «termo da cidade do Pôrto,» 
Essa casa tinha fama de rica.
Havía lá muito dinheiro.
O boato atraíu os ladrões.
Era em 1834, no ano em que findou o cêrco do Pôrto e a guerra liberal que derrubou o abspolutismo  de D. Miguel.
Nesse tempo já havia do Pôrto bancos, onde podia-se fazer depósitos de capitaes. Existia pelo menos a Caixa filial do Banco de Lisbôa. Mas havia receio, falta de confiança e os costumes não eram como os de hoje. Quem tinha dinheiro, escondia-o ou interrava-o. Muito ficou assim oculto e perdido para sempre.
A casa do Crasto era de Manoel Caetano Moreira Lobo, lavrador, proprietário e pae de José Moreira Lobo, que havia sido arrematante dos foros e rendas do convento de Cêtte, então ha pouco extincto pelo governo liberal.
Os conventos tinham sido muito ricos e no Crasto juntava-se grande abundnacia de dinheiro.
Um dia Moreira Lobo pae e filho, vendo que as moedas de prata, certamente os pintos, ganhavam verdête,  e se pegavam umas ás outras em blocos, por causa da humidade e de estarem acumuladas, tiveram a infliz ideiade as deitarem ao sol na eira, como quem estende cereaes, a secar.
Ainda para mais, a eira ficava á beira do caminho.
Quem passava ia contar pasmado:
Ali o dinheiro e tanto como o milho ! até o deitavam na eira ao sol !
A fama da riqueza despertou a avidez da conquista.
III
Em 1834, o caminho  do Porto a Parêdes era a antiga estrada romana que conduzia pelo Douro e Tráz-os-Montes para Hespanha. Ainda ha vestígios dela.
A actual estrada real ou nacional nº 33, do Porto á Régua e Vila Real, passando por Valongo e Parêdes, é de 1856, salvo erro ( ).
Na tarde de 21 de agosto de 1834, uma sexta feira, por aquele velho caminho, ia um homem a pé em direcção a Parêdes e foi interrogado por uns desconhecidos se sabia onde era a casa do Crasto.
De noite, « pelas onze horas» foi o assalto.
Os ladrões eram mais de cem. Deixaram as suas cavalgaduras no lugar das Cavadas e daí até ao Crasto estabeleceram « vedetas de observação a pequenas distancias.»
A casa começava a ser cercada de gente armada  na ocasião em que saía  de lá um alfaiate de Carreiras Verdes, a quem os ladrões disseram:
- Báta á porta para nós entrarmos. A si, abrem-a. Se o não faz morre.
-Ó senhores, não é preciso. Eu conheço aqui tudo; salto este muro para dentro e abro-lhes a porta sem se saber quem abriu.
Perguntaram-lhe qual era a porta mais fraca e ele indicou-lhes a mais forte. Saltou o muro e foi dentro avizar  que estavam cercados por uma quadrilha de ladrões; que gritassem por socorro e que se defendessem. José Moreira Lobo estava na cama e acudiu em trajes menores.
Começou a gritaria de dentro e o ataque de fora.
A escada esterior, da frente da casa, tem no alto um páteo, que estava cheio de salteadores, a investirem furiosamente  contra a porta, com machados, mas ela era segura e chapeadade ferro. Ao mesmo tempo, davam tiros seguidamente em todas a s direcções, para intimidarem o públicoe impedirem a vinda de socorros.
alguem de longe, deu uns tiros para lá, mas logo, na direcção da chama dos tiros houve fuzilaria em resposta. Estavam senhores da situação.
José Moreira Lobo era homem valente e dos mais fortes desse tempo. Gostava de malhar milho nas eiras em desafio com rapazes  de mais força e tinha um mangoal de madeira rigíssima de sobreiro, reforçada com umas peças de ferro, que só era leve nas mãos dele. Este homem, que ainda conheci, sendo eu rapaz e ele velho, estava de guarda á porta, da parte de dentro, empunhando a mangoa. Os atacantes chegaram a fazer um pequeno rombo, mas não podiam meter a mão para tirar a tranca, nem os canos das armas, porque as pancadas terriveis do mangoal destruiam tudo. Deram, porém, para dentro e contra as portas «inumeros tiros de bala.»
De fora diziam:
Á tratante! que se vamos lá dentro, havemos de te retalhar aos bocadinhos.
José Moreira Lobo lutou bem duas horas com eles e chegou a cançar-se, porque eram muitos e não lhe davam um momento de repouso.
Os ladrões derivaram o ataque para as traseiras da casa e quando se sentiu o estrondo para arrombamento duma porta que lá havia menos forte, o desánimo foi tanto na familia que algumas sacas de dinheiro e talvez joias, foram lançadas á retrete para escaparem ao roubo que já parecia inevitável. A aflição era extrema. Os  de dentro iam ser roubados e mortos; ao menos tinham iminente perigo os haveres e as vidas. Cá fora o tiroteio era contínuo entremeado de algazarra ou vozearia da multidão.
IV
Por todas a s redondezas tocavam os sinos a rebate havia grande anciedade e gritos de socorro- de aqui-del-rei - belo fenónemo de solidariedade humana, Juntou-se muito povo a gritar, mas ninguém se aproximava por causa dos tiros.
A cerca de dois quilometros fica a vila de Parêdes, onde morava um valentão, Joaquim Monteiro Coelho da Silva, conhecido vulgarmente pelo nome de Joaquim do Ajudante.
Informa-me pessoa da familia que ele era assim chamado por ser filho do Manoel Caetano Coelho da Silva, que tinha sido oficial do exercito e ajudante... de quê? de melicias? dalgum general? Ajudante de regiemento, ou chefe da secretaria dele? Não se sabe.
Joaquim do Ajudante era animoso e empreendeu levar socorro ao Crasto ou afugentar a quadrilha de ladrões.
De que havia de lembrar-se ?
A tropa de Penafiel estava longe, a  uns cinco quilometros. Para se ir lá chama-la e pare ela vir, pelos maus caminhos de então levava muito tempo, e era preciso acudir com urgência.
Que fazer?- simulou uma força militar. Ele sabia tocar corneta e tinha uma, como a dos regimentos. Na vila havia um rapaz que sabia tocar tambor. Foi chama-lo, juntou muitos homens, principalmente dos que andavam na vila a aprender os exercicios militares, e seguiu com todos para as proximidades da casa do Crasto. Quando chegou á distancia de se poder ouvir, tocou a corneta em som de marcha mandou rufar a caixa, que marchasssem todos pezadamente e a compasso e dava ordens muito alto á direita á esquerda, etc.
Os ladrões disseram:
A´i! que aí vem a tropa de Penafiel! Toca a retirar. E abandonaram a casa tentando, primeiro, em vão incendia-la.
Então para entreterem o povo e não serem perseguidos, lançaram fogo a uma casa vizinha coberta de côlmo e eles mesmos iam a gritar: aqui-del-rei-fogo!
V
Não sei se algum dos ladrões era de Paredes e conhecido do dono da casa assaltada. Se era, certamente foi no dia seguinte visitalo para o abraçar e felecitar por ter escapado e sabido resisdtir ao ataque daqueles bandidos e acelerados! o mundo é assim.
José Moreira Lobo que faleceu em 1871, formou em direito o filho, Camilo Candido Moreira Lobo, que foi um habil advogado. O dr Camilo nasceu em 1830 e por isso tinha cerca de quatro anos ao tempo do ataque.
Referindo-se a esse assalto de ladrões o dr. Camilo escreveu no Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro, para o ano de 1860, a pag. 222, um soneto cujas quadras são como seguem:
Por sucia de bandidos assaltado
Aquelle donde emano viu-se ha annos
Resistindo a inimigos deshumanos
Com valor desmedido e braço ousado:

Tal caracter no filho está gravado!
Sujeito vive sim a mil enganos,
Mas se á força alguem quer causar-lhe damnos
Dignamente o verá desagravado.
A primeira quadra é toda histórica e fica explicada com  esta narrativa do assalto de ladrões; a segunda é a jactar-se de valente e era realmente um homem vigoroso e enérgico.
Os dois tercetos complementares do sonêto são sobre outro assunto e por isso não se transcrevem, nem a assinatura, por não ser preciso.
O dr. Camilo faleceu em 24 de janeiro de 1880 e deixou filhos e netos. Ninguem melhor que o dr podia escrever esta historia, do tempo do pai e do avô dele.
Depois disto escrito, procurando jornais da época, nada encontrei no Periódico do Pobres, do Porto, mas felizmente na Chrónica Constitucional, da mesma cidade, com o numero182, de 27 de agosto de 1834, a pag. 684, descobri uma correspondencia com a narrativa pormenorisada do caso, e  dela aproveitei alguma coisa para compor esta narrativae para acrescentar ao que já sabia pela tradição.
O correspondente não relata que o heroi da defesa foi José Moreira Lobo, com o seu valente mangoal, o que não pode por-se em dúvida, por ser sabido de todos. Também não se fala na cena do tambor e corneta, de que todavia, não pode duvidar-se, por ser esse respeito, como áquele, unánime a tradição geral de Parêdes.
VI
  Como a Chrónica Constitucional de 1834 é muito rara e certamente nenhum paredense actual logrou ainda vê-la, vou transcrever algumas palavras da correspondente aludida.
«Principiaram a arrombar as portas com machados e diparando nelas para dentro inúmeros tiros de bala.
...«tendo cercado as casas, faziam algum gogo contínuado para o povo que, bradando á vez del-rei, queria aproximar-se para acudir a semelhante atentado. Consiguiram finalmente os malvados demolir as portas a colpes de machado, porém o ânimo de que se revestiram os donos da casa, levando quasi á desoperação pelo perigo em que se  achava, lhes defendeu a entrada, quasi a peito descoberto.
Seria uma hora da noite, quando, ou perdendo esperanças de vencerem homens que, desperados defendiam a honra,  os bens e a própria vida; ou aterrados talvez pelo rebate dos sinosdas freguesias circunvisinhase vozearia do inumerável povo, que afluia, mas que não ousava a chegar-se, principiaram a retirar-se em ordem, tentando primeiro incendiar as casas (do Crasto) o que não poderam conseguir por serem sobradadase  telhadas;...»
Depois conta que, com archotes, lançaram o fogo, em vários sitios, á casa colmaça de Manoel José Pacheco, que ardeu toda; não pode ao menos salvar-se o gado que estava nas córtes.  O prejuizo foi calculado em mais de 600$00 réis. Segue-se um resumo do resto da correspondencia.
Os ladrões retiram-se pela estrada que vai de Paredes a Reiros, carregaram sobre a direita para o lugar e freguesia de Cristelo, onde feriram e roubaram dois homens e deram um tiro em uma mulher que, ouvindo muito barulho, tinha ido á janela e caiu ferida e desmaiada.
Passaram á freguesia de Vilela, onde no lugar da Maia, atacaram a casa do Ajudante  que extintas Ordenanças, que lhes ofereceu muita resistencia e não puderam forçar as portas; depois dirigiram-se para o lugar  da Estrada, na mesma freguesia, onde arrombaram as portas da casa de José da Costa, mestre ferreiro, a quem cortaram uma orelha completamente com um golpe de espada e deixaram a mulher dele em perigo de vida; aí roubaram tudo no valor mais de 200$00 réis.
Depois passarm á freguesia de Lordelo (ainda de Parêdes) onde arrombaram as portas da residência do abade (que inflizmente se achava no Porto) e as da igreja e tanto numa como na outra parte roubaram tudo quanto puderam e com as cavalgaduras carregadas dos furtos, quasi na madrugada seguiram a estradade Agrela, em direção ao Porto.
Conclue, dizendo que alguns ladrões já estavam presos na cadeia da Relação do Porto e outros na  do concelho de Refojos (Santo Tirso)e pedindo providencias contra semelhantes atentados que desacreditam as novas instituições.
Supondo que o autor da correspondencia foi o Dr. Rodrigo Xavier Pereira Freitas e Beça, jornalista e casado com uma senhora do Crasto.
VII
Acaba-se uma guerra, não faltam vadios e facínoras,  gente ociosa e desempregada, que cessou a sua ocupação no serviço de armas, das violencias e dos saques.
O assalto á casa do Crasto parece ter sido de gente do exército, vestida á paizana. Ha cinco razões, para o supôr: 1º O grande numero de salteadores; 2º O fazerem acampamento das suas cavalgaduras nas Cavadas e estabelecerem vedêtas de observação a curtas distancias até ao Crasto; 3º os Tiros serem de bala ; 4º Retirarem-se em boa ordem, o que se faz supôr um bom comando, e não fugirem precipitadamente, como sucederia com civís ou paizanados; 5º O facto de na freguesia de Vilela, cortarem a orelha a um homem com uma espada-que é uma arma militar e não civil.
E´pouco crivel que houvesse prisões, porque os ladrões não iam perseguidos.
Modernamente a Casa do Crasto tem um buraco na parede para se poder dar fogo de dentro contra quem estiver no pateo, no alto das escadas exteriores. E´um remedio que veio tarde e faz lembrar o prevérbio - depois de casa roubada... tranca na porta.
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04
Dez 10

Brasão da casa ao lado da antiga Igreja de Paredes demolida

 

Este é um dos dois brasões existente em Castelões de Cepeda. As armas apresentadas são Coelho, Silva, Rocha e Barbosa.

Foi atribuída carta de armas a Caetano José Coelho da Silva Rocha de Barbosa, filho do Capitão Jerónimo Coelho da Silva de de D. Catarina Rocha Barbosa.

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30
Nov 10

Fotografia da antiga Igreja Matriz de Paredes demolida

 

Saída da Igreja para o cemitério. Exéquias do Conselheiro José Guilherme Pacheco a 3 de Julho de 1894.

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26
Nov 10

Procissão no Largo Nuno Alvares em Castelões de Cepeda - Paredes

 

Bela fotografia do Largo Nuno Alvares, datada de 7 de Junho de 1947. Ainda existia a bela casa dos Bragança onde actualmente é a Caixa Geral de Depósitos.

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25
Nov 10

Vista de lado da Casa do Visconde de Paredes em 1904

 

Fotografia da casa do Visconde de Paredes tirada no dia 27 de Março de 1904.

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17
Out 10

Avô nascido na casa brasonada na Praça do Avelino em Castelões de Cepeda

 

 

Casal na foto:

- Emília Monteiro de Souza Magalhães, natural de Castelões de Cepeda, filha de Miguel Joaquim de Souza Magalhães e de Sophia Monteiro Coelho da Silva, casada com António Pereira da Silva, ele natural de Santa Marinha do Zêzere, Baião filho de José Pereira da Silva e Maria Magdalena.

 

1ª criança da esquerda com um "S":

- Sebastião Monteiro Pereira da Silva nascido às 20h do dia 27 de Dezembro de 1900, na Praça do Avelino, foram padrinhos Sebastião Coelho da Silva e Maria Marcondes Monteiro (casados e capitalistas). Faleceu em Castelões de Cepeda, Av. da República, na altura nº 22, a 9 de Dezembro de 1972.

Casou com Arminda Ferreira Alves - conservatória da Régua a 18 de Março de 1922.

 

Meus bisavós:

Emília Monteiro de Souza Magalhães

António Pereira da Silva

 

 

Meus avós maternos:

Monteiro Pereira da Silva

Arminda Ferreira Alves

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16
Out 10

Armas do brasão da casa da Praça do Avelino no Lugar das Paredes - Castelões de Cepeda

 

Depois de fazer as minhas pesquisas e consultas a várias pessoas cheguei aos seguintes dados:

 

1) Através do Dr. Manuel Abranches de Soveral

 

"Estive também não só a ver melhor a pedra de armas que lhe interessa como a procurar uma carta de armas que lhe pudesse corresponder. Depois de não encontrar nenhuma carta de armas com Borges no 1º quartel, conclui que afinal as peças da bordadura bem podem ser coelhos, e portanto as armas ser dos Coelho e não dos Borges. Tendo em conta, por outro lado, que encontrei uma carta de armas para um escudo partido, tendo no 1º Coelho, e o 2º cortado de Ferraz e Rebello. Ora, as armas dos Ferraz são justamente seis rodelas de prata (as tais seis peças que eu não conseguia ver bem). Sendo essa carta de armas passada a 15.3.1709 a Manuel Coelho Ferraz, morador em S. Romão de Mouriz, filho de Pedro Coelho e sua mulher Maria Coelho Ferraz; neto paterno de Gonçalo Pedro e sua mulher Anastácia Coelho; e neto materno de João Coelho Ferraz e sua mulher Ângela Damiana.

Portanto, ou a pedra de armas foi feita depois ou eu me enganei na datação, embora tivesse avisado que aquele tipo de pedras eram difíceis da datar, pois muitas vezes são arcaizantes. Assim, se foi mandada fazer por Manuel Coelho Ferraz (que teria passado de morador em Mouriz a morador em Castelões de Cepeda), seria do início e não dos finais do séc. XVIII."


2) Segundo Ferreira Coelho

 

Escudo partido na 1ª Coelho, na 2ª cortado de Castro (?) e Rebelo com timbre: Coelho

 

3) Segundo as minhas pesquisas

 

Escudo partido na 1ª pode ser Coelho ou Borges na 2ª pode ser Castro ou Ferraz, e Rebello

 

 

 

 

 

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Castelões de Cepeda - Paredes

Foto antiga da actual Avenida da República em Paredes

Actual Avenida da República em Paredes nos inícios do Séc. XX

 

É na freguesia de São Salvador de Castelões de Cepeda que está a povoação de Paredes, elevada à categoria de vila por carta régia de 7 de Fevereiro de 1844 a qual é cabeça do actual concelho e comarca de Paredes. Em 1821 foi extinto o concelho de Aguiar de Sousa, passando a maior parte das freguesias que o constituíam a aumentar o antigo concelho de Castelões de Cepeda, cuja sede se mudou, então, para a povoação de Paredes; constituiu-se depois o concelho de Paredes. Era abadia da apresentação alternada da Mitra da Sé do Porto e do Convento de São Salvador de Paço de Sousa, no antigo concelho de Aguiar de Sousa, na antiga comarca do Porto (a "Estatistica Parochial" de 1862 diz que era da apresentação do referido convento e do papa). Beneficiou do foral dado a Aguiar de Sousa, em Lisboa, a 25 de Junho de 1513. Havia também recebido um foral antigo, dado em 10 de Junho de 1269 e confirmado a 13 de Março de 1411. Pertenceu ao extinto bispado de Penafiel. Arcediagado de Aguiar de Sousa (século XII). Comarca eclesiástica de Penafiel - 4º distrito (1856; 1907). Segunda vigararia de Paredes (1916; 1970).

 

in: Arquivo Distrital do Porto

publicado por Rafael às 11:14 | comentar | favorito
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10
Out 10

Joaquim do Ajudante, a Monografia de Paredes e a casa Brasonada da Praça do Avelino

Já há muitos anos, desde miúdo que minha mãe e avó materna me contavam a história de um nosso antepassado que tinha afugentado o Zé do Telhado de um assalto aqui na região.

A história está presente na monografia de Paredes do Dr. José do Barreiro que pretendeu preservá-la e muito bem, que na altura já suspeitaria que cairia no esquecimento,  visto este episódio ter-se passado no século XIX.

Pois bem, Joaquim do Ajudante, descobri agora, trata-se de Joaquim Monteiro Coelho da Silva casado com Maria Coelho da Silva, filha do Major José Coelho da Silva e D. Rita de Garcia da casa do Ermo. Ele era filho de Manuel Caetano Coelho da Silva e Maria Rosa Coelho Borges.

Vim agora descobrir que era o meu tetravô e que habitou precisamente a casa brasonada da Praça do Avelino.

publicado por Rafael às 16:40 | comentar | favorito

Pormenor do Brasão da Casa da antiga Praça do Avelino actual Praça Capitão Torres de Meireles

 

Eis aqui a fotografia do Brasão. Tenho pena não saber o significado dele nem saber da carta de brasão. Se alguém souber alguma coisa agradecia que deixasse aqui essa informação num comentário.

Sei que nesta casa habitaram os Coelhos da Silva e  os Sousa Magalhães e tenho como hipótese ele estar relacionado com  o nome Coelho da Silva.

publicado por Rafael às 16:24 | comentar | favorito
11
Set 10

Antiga Praça do Avelino e a Casa Senhorial Brasonada em Castelões de Cepeda em Paredes

 

Esta é uma fotografia com a data provável de 1904 onde se vê esta casa senhorial como uma única habitação. Não há duas cores nas paredes e o telhado é um todo com o mesmo tipo de telha. Na fotografia do post anterior vê-se um divisão da casa em duas por duas cores diferentes e um telhado com telhas de cor diferente.

Aqui vê-se nitidamente e  sem dúvidas de que se tratava de uma casa única que entretanto fora dividida em duas pelos irmãos.

Do brasão apenas se vê um pouco de nada atrás da árvore onde ela bifurca.

O limite original desta propriedade ia até ao Carreiro da Lama no poente e a sul com a Avenida Campos Henrique actual Avenida da República.

 

 

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18
Jul 10

Casa Brasonada de Castelões de Cepeda em Paredes

 

É esta uma das duas casas brasonadas que conheço em Paredes. Sei que pertenceu e ainda pertence parcialmente à minha família. Metade, a parte mais clara foi demolida e deu origem a um prédio de quatro andares. A casa foi cortada ao meio pelo tabique das paredes. E ainda me recordo da preocupação e tristeza da minha prima Ana Maria com o problema. Também do empreiteiro que se deparou com um problema que não contava. Também foi triste para mim sabendo que tinha lá habitado família minha. Enfim são opções.

 

 

A parte que deu origem ao prédio tinha ficado para os caseiros dos meus tios-avós que não tinham filhos e que cuidaram do meu tio Zé (tio por afinidade) até ao fim da vida. Um acto louvável que não é único na família.

Os caseiros que não tinham, penso eu, a afectividade familiar optaram por esta solução.

E o brasão lá continua sem ninguém saber de quem é, e o que significa. Mas eu hei-de saber e publicar neste blog. Sei que eu sou descendente dos Monteiro de Souza Magalhães e dos Coelho da Silva, segundo dizia a minha prima Lélé de Trigais, já muito velhinha e linda e eu muito novo. Ela é a base da minha pesquisa. Obrigado prima.

publicado por Rafael às 22:46 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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O porquê deste blog

 

Primos de Trigais

Já ando há muito tempo para criar este blog de apontamentos sobre a história da minha terra, aliás, sobre a história que está ligada a mim. Nasci em Castelões de Cepeda na antiga vila de Paredes que agora é cidade. Foi há 42 anos, ainda me lembro de quanto era pacata e sossegada.

 

Muito passado já se perdeu, mas aqui quero preservar um pouco dele principalmente da minha família que habita estas terras há muitos anos. Quero preservar as histórias que a minha prima Lélé de Trigais me contava, prima direita do meu avó Sebastião. Quero encontrar a veracidade dessas histórias e conhece-las melhor. Quero saber a história do brasão que me diziam ser da minha família e que ainda existe, graças a Deus, na Praça Capitão Torres de Meireles, antiga Praça do Avelino. Tenho uma ideia, quase um palpite que pertence do lado da minha trisavó, avó do meu avó materno. E vou encontrar...

publicado por Rafael às 21:03 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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